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Urticária

Caracterizada por lesões avermelhadas, elevadas e acompanhadas de coceira na pele, as urticárias são pápulas como picadas de insetos que podem se unir e formar placas. Podem aparecer em qualquer região do corpo, não deixam marcas, duram até 24 horas, e também pode desaparecer e surgir em outros locais. Quando acometem camadas mais profundas da pele formam um inchaço chamado angioedema, mais comum nas pálpebras, lábios, língua, mãos e pés.

As causas mais comuns do problema são infecções, alimentos e remédios. As infecções (viroses, parasitoses) são uma importante causa entre as crianças. Os remédios (antiinflamatórios, antibióticos, entre outros) estão entre os principais
causadores em adultos e idosos. Os alimentos que mais causam urticária são o leite de vaca, frutos do mar, ovo, sementes oleaginosas, aditivos, corantes e conservantes.

É comum que o primeiro atendimento da crise aconteça no pronto socorro, onde o paciente recebe as medicações para o alívio dos sintomas. Quando a urticária é acompanhada de sintomas alérgicos respiratórios, gastrointestinais ou circulatórios, como queda da pressão arterial, caracteriza-se um quadro de anafilaxia, que é uma emergência médica e deve ser prontamente tratada com adrenalina.

O médico especialista deve ser sempre consultado, seja na crise ou após, para investigação do fator desencadeante. Essa investigação é realizada através da história clínica do paciente, com a realização de testes alérgicos e exames de sangue, fezes e / ou urina, conforme houver necessidade. Uma vez descoberto o fator desencadeante, deve ser tratado (no caso de infecções ou parasitoses), ou evitados (alimentos e medicamentos). É frequente o médico não conseguir detectar a causa, mas geralmente a urticária é uma doença
benigna e autolimitada.

Quando o problema persiste por mais de seis semanas é chamado urticária crônica. Pode ser desencadeada por fatores físicos, como o frio, calor, exercício físico, pressão, luz solar, ou não ter um desencadeante conhecido, quando é chamada urticária crônica espontânea. O tratamento nesses casos é o uso do antialérgico enquanto durarem os sintomas.

Mais raramente, as urticárias também podem ser o indício de uma doença mais séria que ainda não foi diagnosticada ou já conhecida que passou a se manifestar na pele. As mais associadas são as doenças autoimunes, como lúpus eritematoso
sistêmico e artrite reumatoide. Outras são as malignidades (linfoma, câncer) ou infecções crônicas (hepatite B, hepatite C, HIV). Se houver uma suspeita clínica, o especialista deve investigar tais enfermidades.